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América Latina o berço da droga, e da ostentação de traficantes




Há alguns dias atrás queria falar algo relacionado à isto aqui no blog, até mesmo propor um debate sobre a legalização da maconha, mas como estou ainda começando não tenho um publico suficiente para propor debates polêmicos e calorosos. Mas acho que depois dos programas que assisti ontem achei que fosse um belo link para o debate. Mesmo querendo muito falar sobre o assunto, não tinha material e fontes convincentes para tratar o assunto.

Por incrível que pareça ontem os canais (SBT e Record) resolveram me ajudar. Assistindo o bom jornal da Record, tive a felicidade de poder acompanhar uma matéria de séries chamada “Fronteira do Tráfico”, que conta como é o tráfico de drogas do México ao EUA. Nesta reportagem pude conhecer ã cidade de Juarez, nomeada pela ONU a cidade mais violenta do mundo, com 200 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Esta cidade ela tem enorme contraste com El Passo, uma das cidades mais seguras dos Estados Unidos, isto tudo por fazer fronteira com a perigosa Juarez. Juarez está se tornando aos poucos uma cidade fantasma, e sem lei, á polícia local e os narco-traficantes dividem o mesmo espaço, e se rivalizam cobrando propina dos comerciantes para uma suposta proteção, assim como faziam as máfias nos Estados Unidos e como faz as milícias no Rio de Janeiro. Com isto os comerciantes se arriscam atravessando a fronteira rumo á El Passo nos Estados Unidos. A Cidade é um dos cartéis de drogas mais fortes do México, nomeado de cartel Juarez, e seu chefe Vicente Carrillo Fuentes, foi descrito pela famosa revista de economia estadunidense "Forbes" como um dos homens mais ricos do mundo. Ontem mesmo apreenderam no México uma coleção de armas banhadas em, prata, ouro, ouro branco e cravejadas com pedras preciosas. Vejam foto abaixo:



Na minha concepção uma verdadeira obra de arte, mas na verdade o arsenal encontrado serve apenas para ostentação de poder dos traficantes, nem para matar estas armas devem ser usadas, ou vocês acham que eles vão para guerra com armas cravejadas de esmeraldas e diamantes?

Bom, para mim isto já renderia boa matéria para o blog, mas depois “zarpeando” canais no penúltimo intervalo do “CQC” parei no SBT, estava começando o programa “Conexão Repórter” do competentíssimo jornalista Roberto Cabrine. E adivinha de quê se tratava o programa do Cabrine? Hum ?... An?... Descobriram?... Tráfico de drogas é claro! Como “CQC” repete no sábado por que não assistir o “Conexão Repórter”? Por coincidência também falava de drogas. Parece que falar sobre drogas na TV realmente da IBOPE, Record, SBT, e hoje é a vez da Globo, com o “Profissão Repórter” que tratará da questão do crack.
Não estou reclamando, pelo contrário, acho que o assunto deve ser abordado mesmo, pois as drogas chegam ao nosso país com extrema facilidade, assim como mostrou Roberto cabrine ontem.

No “Conexão Repórter”, foi mostrado imagens de traficantes da favela Buquissu, na Zona Norte do Rio e como as drogas chegam até eles. A Rota da droga começa na Bolívia com o Cultivo da folha de Coca, passando para o Peru e chegando na Colômbia onde a Cocaína é finalizada, daí para ela vir para o Brasil, não é um passo muito difícil a ser dado pela fragilidade de nossas fronteiras. A Falta de fiscalização de quem entra e quem sai é evidente, qualquer um vem destes países para o Brasil a pé ou montado em um jegue, não existe nada que empeça este tipo de translado.

Durante breves intervalos do “Conexão Repórter”, colocava o meu controle remoto para trabalhar, e dava a minha famosa "zarpeada" pelos canais. Como na minha TV o SBT é vizinho (dois canais antes) da Record me bastou dois cliques no botão da direita para eu ver que á emissora do bispo exibia o programa “Repórter Record”, adivinha de que se tratava o programa? Claro, trafico de drogas! Por isso eu novamente pergunto:
Dá ou não dá IBOPE?
Mas eu mesmo respondo:
Evidente que dá! Não estou criticando as emissoras, só estou falando da coincidência, bem na hora que eu queria falar sobre o assunto aqui no blog. Mas a minha falta de sorte, (Se é que eu posso falar assim), é que os dois programas são exibidos simultaneamente, mas para minha sorte a Record News costuma reprisar nos sábados á noite o “Repórter Record”, e também costuma disponibilizar no R7.com, vídeos dos seus programas. Mesmo pegando poucos minutos do “Repórter Record”, vi que eles entrevistavam alguns meninos, fortemente armados com fuzil e pistolas. Contavam ao repórter que tinham medo algum da morte, um deles chegou a dizer à seguinte frase: “Antes de chorar à minha mãe chora à deles primeiro”, ou seja: “Antes de me matar, mato eles”. Se referindo à troca de tiro com policiais.

Escrevendo a matéria de hoje, pensei na hipótese de destacar a frase dita pelo garoto como título, logo mais com a aproximidade dos dias das mães. Fico pensando, que como deve ser difícil para uma mãe em saber que o filho dela é um assassino. Como uma mãe que recebe uma notícia que seu filho matou alguém consegue dormir? A dificuldade é semelhante a mãe do filho que morre. Acredito eu que neste caso as duas mães morrem juntas.

A conclusão que tiro dessa exposição toda é que a droga deixou de ser uma forma de extermínio exclusiva dos pobres e moradores de ruas. Hoje ela mais do que nunca se disseminou à todos os seguimentos da sociedade. Uma pesquisa mostrada no jornal do SBT que o perfil dos usuários de drogas brasileiros são na maioria homens de 18 à 30 anos com ensino superior completo. Para mim mais do que nunca esta é a hora de discutir-mos sobre a liberação da maconha, por exemplo. Na Argentina o uso da maconha já foi liberado dentro das residências dos usuários. Temos que nos tocar, (principalmente o governo), e ver que usuários de drogas não podem ser tratados como criminosos, e sim como um doente, dependente de uma substância, como é tratado os alcoólatras e os fumantes de tabaco. Talvez isto um dia aconteça mas espero não estar velho demais para ver isto. Enquanto ao debate de legalização da droga vamos deixar para um próximo post que este está longo demais. Um forte abraço á todos.



Pequeno trexo "Reporter Record", ontem